Projetos da República

A queda da monarquia trouxe um debate constante sobre a nova formação de estado, a maior parte das dúvidas corriam em direção aos projetos republicano. Toda essa conversa gerou três principais projetos: 

Sendo o primeiro o projeto republicano liberal (podendo também ser chamado de evolucionista), que era defendido principalmente pelas elites agrárias, que tinha como objetivo criar um estado que garantisse participação ativa da população, como as eleições. Também desejavam uma descentralização política na República, com o objetivo de garantir maior autonomia nas antigas províncias. O grande interesse nesse projeto era ter a certeza de que as oligarquias regionais controlariam as bases eleitorais. 

O segundo foi o projeto republicano jacobino (também conhecido  ocorreu radical), era defendido por alguns setores sociais e se inspirava na Primeira República Francesa. Com total foco na participação popular na vida pública, desejando que todo o processo político acontecesse nos moldes franceses.

O terceiro foi o projeto republicano positivista, que era defendido pelos oficiais do exército e se apoiavam na ideologia elaborada pelo cientista social Auguste Comte, onde se pensava que a organização social deveria se dar pelos conhecimentos adquiridos naquele local. O objetivo era criar um estado centralizado que garantiria direitos e a organização da nação,  sendo necessário passar por uma ditadura republicana. Tendo partes do seu lema adotado e empregado na bandeira brasileira: Ordem e Progresso.


O que houve nos primeiros anos da república foi uma mescla entre o primeiro e o terceiro projeto, com a aliança entre os cafeicultores e o exército que causou a derrubada da monarquia e resultou com a escolha ao comando do marechal Deodoro de Fonseca. 

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