A Era Vargas
Voltando ao Brasil, chegamos na tão emblemática Era Vargas. Quebrando o acordo de alternância de governo na República do Café com Leite, São Paulo nomeia outro Paulista a presidência, o que chateia o governo de Minas Gerais, que forma uma aliança com outros estados chamada Aliança Libertadora. Desta forma Getúlio Vargas, por meio da aliança libertadora, chega ao poder dando um Golpe de Estado, que foi chamado de Revolução de 30, dando início ao seu governo provisório.
A terceira fase, conhecida como Estado Novo, consistiu no período de ditadura varguista, período de autoritarismo e de elaboração de uma nova constituição, a Constituição de 1937, conhecida como "Poloca" por sua influência Polonesa. Essa nova carta faz crescer o poder do setor Executivo, com a abolição das demais instituições. Os movimentos políticos AIB e ANL foram colocados na ilegalidade e a perseguição à oposição passou a ser institucionalizada, com permissão de práticas de tortura. Vargas criou também o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), para controlar a imagem do governo e não deixar passar uma visão autoritária para a população. Um dos êxitos do Estado Novo foi conseguir manter o principal traço de Getúlio Vargas : o caráter trabalhista. Durante o período de exceção que Vargas criou a Justiça do Trabalho (1939) e a Consolidação das Leis do Tabalho (CLT), em 1943. Criando inúmeros benefícios a classe trabalhadora, que apelidou o Vargas de "Pai dos pobres".
O seu governo provisório começa com a busca do rompimento dos laços criados entre o Estado e as elites que tinham até então governando. Buscando centralizar o poder e reestruturar o estado, o congresso é fechado e a constituição de 1891 é abolida. Ainda visando a reestruturação do estado, Vargas substitui os antigos cargos políticos, vinculados às elites. Passando a nomear as pessoas substituídas, os chamados interventores. Criando a Constituição de 1834 em seguida, Vargas consegue animar a população com uma proposta inovadora de caráter liberal e progressista, com a extensão dos direitos sociais e trabalhistas; ampliando a participação política da população e adicionando o voto feminino.
O segundo governo de Vargas, reelegido em 1934, começa em um momento histórico internacionalmente. Na Alemanha, Hitler ganhava notoriedade e instaurava o nazismo e a União Soviética, por sua vez, era liderada por Stalin. Com tudo isso a Europa se encontrava num momento de hostilidades entre o comunismo e o fascismo. Brasil, foi possível sentir a influência dessas duas ideologias. Inspirada no fascismo, surgiu o AIB (Ação integralista Brasileira), movimento político de extrema-direita liderado por Plínio Salgado. Com o lema "Deus, pátria e família ", defendiam o fim das liberdades democráticas e a perseguição aos comunistas. Para o comunismo, nasce o movimento chamado de Aliança Nacional Libertadora (ANL), liderada por Luís Carlos Prestes, que defendia a reforma agrária; o anti imperialismo e desejava uma revolução proletariado no país.
O nascimento desses movimentos políticos faz Getúlio temer seu governo, usando das tentativas falhas de levantes como justificativa para decretar um estado de sítio no país. Sob suspeita de uma "ameaça comunista" a eleição de 1937 é cancelada. O Plano Cohen foi a desculpa de Vargas para dissolver o legislativo e anular a constituição de 1934.
A terceira fase, conhecida como Estado Novo, consistiu no período de ditadura varguista, período de autoritarismo e de elaboração de uma nova constituição, a Constituição de 1937, conhecida como "Poloca" por sua influência Polonesa. Essa nova carta faz crescer o poder do setor Executivo, com a abolição das demais instituições. Os movimentos políticos AIB e ANL foram colocados na ilegalidade e a perseguição à oposição passou a ser institucionalizada, com permissão de práticas de tortura. Vargas criou também o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), para controlar a imagem do governo e não deixar passar uma visão autoritária para a população. Um dos êxitos do Estado Novo foi conseguir manter o principal traço de Getúlio Vargas : o caráter trabalhista. Durante o período de exceção que Vargas criou a Justiça do Trabalho (1939) e a Consolidação das Leis do Tabalho (CLT), em 1943. Criando inúmeros benefícios a classe trabalhadora, que apelidou o Vargas de "Pai dos pobres".
Em 1944 o Brasil se une aos aliados, para lutar ao lado dos Estados Unidos e União Soviética contra os regimes fascistas da Itália e Alemanha, fato considerado controverso já que o período de Estado Novo é marcado de autoritarismo. Em outubro de 1945 Vargas foi deposto por meio de um Golpe de Estado organizado pela União Democrática Nacional (UDN).
Em 1951, através do voto popular, Vargas consegue voltar a presidência como candidato do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com seu ponto forte na defesa dos recursos do país, com destaque na petróleo brasileiro, em 1953 é fundado a Petrobras. O governo varguista enfrentou forte resistência daqueles que defendiam uma pequena intervenção estatal e quando um atentado quase mata seu maior opositor, Carlos Lacerda, evento que ficou conhecido como Atentado da Rua Tonelero. Diante disso tudo, a UND e as Forças Armadas passaram a pressionar a renúncia de Vargas, mas o presidente recusou-se. Com o governo caindo aos pedaços, Vargas se suicida no Palácio do Catete em 24 de agosto de 1954, com uma carta testamento onde ele relembrava suas principais políticas e dizia que estava sendo atacado. Sua morte provocou grande comoção, com centenas de pessoas saindo no dia 24 de agosto para a frente do Palácio do Catete para carregar o caixão até o velório.
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